Brasil e México firmam compromisso para ampliar cooperação comercial, científica e educacional

A preseidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente brasileiro discutem parcerias estratégicas nos setores farmacêutico, médico e energético; novo encontro empresarial está previsto para agosto no México.
O encontro entre os presidentes do Brasil e México, confirmou o compromisso conjunto para fortalecer os laços bilaterais, especialmente nas áreas comercial, científica e educacional. A iniciativa marca um novo momento na relação entre as duas maiores economias da América Latina, com foco em complementaridade produtiva e cooperação estratégica, e não em um acordo de livre comércio tradicional.
Cooperação além do comércio
Durante coletiva, Sheinbaum explicou que a proposta não se resume à abertura de mercados, mas à colaboração mútua entre setores produtivos. A presidente mexicana destacou o interesse em importar conhecimentos e tecnologias brasileiras, especialmente nos segmentos farmacêutico, de medicamentos e de equipamentos médicos. Segundo ela, essas áreas têm alto potencial de integração com a cadeia produtiva mexicana.
Etanol brasileiro no radar mexicano
Um dos pontos que mais chamou atenção na conversa bilateral foi a possível cooperação energética, com foco na produção de etanol no Brasil. Sheinbaum afirmou que o modelo brasileiro pode beneficiar diretamente o setor açucareiro e as usinas de açúcar no México, especialmente em meio aos esforços por uma matriz energética mais limpa e diversificada.
Reunião empresarial em agosto
Para dar continuidade às tratativas, um novo encontro entre líderes empresariais brasileiros e mexicanos foi agendado para o final de agosto, no México. A reunião contará com a presença do vice-presidente do Brasil e tem como objetivo explorar oportunidades concretas de investimento, inovação e transferência de tecnologia entre os dois países.
A expectativa é que esse encontro aprofunde as discussões iniciadas e leve à formalização de novas parcerias comerciais e industriais, em um movimento que pode redefinir o papel do Brasil e do México no cenário econômico latino-americano.