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Oficialização da tarifa de 50% sobre produtos do Brasil

Oficialização da tarifa de 50% sobre produtos do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou no dia 30 de junho de 2025, um decreto executivo que estabelece uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, impactando diretamente as relações comerciais entre os dois países.

A nova medida entra em vigor a partir do dia 06 de agosto, e deve atingir uma ampla gama de itens exportados pelo Brasil. No entanto, mercadorias já embarcadas ou em trânsito antes da data de vigência terão permissão para ingressar no país sob as regras antigas até 5 de outubro.

Produtos isentos da tarifa de 50%

Apesar da rigidez da medida, o governo norte-americano publicou uma lista de exceções que exclui alguns produtos estratégicos da economia brasileira. A Casa Branca confirmou que a tarifa não se aplicará aos seguintes grupos de produtos:

Agronegócio

  • Castanhas-do-pará (com casca, frescas ou secas)
  • Polpa de laranja
  • Suco de laranja (congelado e não congelado)

Minérios e metais

  • Mica bruta
  • Minérios de ferro (aglomerados e não aglomerados)
  • Minérios e concentrados de estanho

Energia e derivados

  • Carvões de diversos tipos
  • Lignites e alcatrões
  • Óleos combustíveis
  • Gases e betume
  • Misturas de hidrocarbonetos
  • Energia elétrica

Fertilizantes e produtos químicos

  • Hidróxido de potássio
  • Óxido de alumínio
  • Óxido e cloretos de estanho
  • Fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio)

Celulose e papel

  • Polpas químicas (incluindo de bambu)
  • Polpas recicladas
  • Polpas mecânicas

Aviação civil

  • Tubos, mangueiras, peças plásticas e de borracha para aeronaves
  • Pneus e recapagens de borracha para aviões
  • Peças metálicas, fios, cabos e ferragens utilizadas na aviação civil

Impacto no comércio exterior

A medida ocorre em um contexto político delicado e deve gerar forte reação do governo brasileiro, que já sinalizou que pretende acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). A decisão de Trump, mesmo após seu mandato, reflete uma tentativa de reequilibrar a balança comercial dos EUA com o Brasil.

Enquanto isso, exportadores brasileiros estão correndo contra o tempo para embarcar mercadorias até a data-limite e evitar as novas tarifas.