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Tarifaço de Trump pode consolidar a hegemonia comercial da China no cenário global

Tarifaço de Trump pode consolidar a hegemonia comercial da China no cenário global

Comércio exterior chinês mantém estabilidade e ultrapassa os EUA em relevância global, reforçando liderança na América Latina.

O tarifaço de 50% imposto pelo governo Donald Trump, em vigor desde abril de 2025, pode estar fortalecendo ainda mais a posição da China no comércio internacional. Desde o chamado ?Dia da Libertação?, em 2 de abril, o fluxo comercial dos Estados Unidos apresentou retração, enquanto a presença chinesa no mercado global cresceu de forma consistente.

No 1º semestre de 2025, a corrente comercial chinesa movimentou US$ 3,04 trilhões, um crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2024. Já os Estados Unidos registraram US$ 2,92 trilhões, com alta de 10,2%. No entanto, especialistas destacam que o avanço norte-americano foi pontual, impulsionado por uma corrida de importações para driblar as novas tarifas, movimento que perdeu fôlego.

Em junho, os EUA registraram seu menor valor mensal no ano, com US$ 444,1 bilhões. A China, por outro lado, manteve um fluxo comercial estável, com crescimento mais robusto após a entrada em vigor do tarifaço norte-americano.

A mudança de cenário é marcante. Em 2000, o comércio dos EUA com o mundo era quatro vezes maior que o da China, e o país liderava como principal parceiro comercial de diversas nações da América Latina. Entretanto, desde 2023, a China assumiu a liderança regional, consolidando-se como principal fornecedor e comprador de vários países latino-americanos.

Em 2024, a relevância comercial da China ultrapassou definitivamente a dos Estados Unidos, registrando um crescimento sete vezes superior no comércio internacional. Agora, com a desaceleração norte-americana e as novas barreiras tarifárias, analistas indicam que a hegemonia chinesa tende a se ampliar.