Retrospectiva 2025: os principais acontecimentos que marcaram o Comércio Exterior
O ano de 2025 foi marcado por fortes transformações no Comércio Exterior, influenciado por fatores geopolíticos, mudanças regulatórias, eventos climáticos extremos e pela consolidação de novas rotas e estratégias comerciais globais. Em um cenário de elevada volatilidade, empresas, governos e operadores logísticos precisaram se adaptar rapidamente para garantir competitividade e segurança nas operações internacionais.
A seguir, reunimos os principais acontecimentos que marcaram o Comércio Exterior em 2025 e ajudaram a redesenhar o fluxo global de mercadorias.
Tensões geopolíticas e reconfiguração das cadeias globais
Conflitos regionais, instabilidade política e sanções econômicas continuaram impactando diretamente o comércio internacional. As tensões no Leste Europeu, no Oriente Médio e na América Latina aceleraram o movimento de diversificação de fornecedores, conhecido como friendshoring e nearshoring.
Empresas passaram a buscar países considerados politicamente mais estáveis, reduzindo a dependência de mercados tradicionais e encurtando cadeias produtivas para minimizar riscos logísticos.
Crescimento do protecionismo e disputas comerciais
Em 2025, observou-se um endurecimento das políticas comerciais em diversas economias. Medidas antidumping, elevação de tarifas e restrições à importação foram adotadas para proteger indústrias locais, especialmente nos setores siderúrgico, químico, agrícola e tecnológico.
Essas ações exigiram maior atenção às regras de origem, aos acordos comerciais vigentes e à gestão tributária das operações de importação e exportação.
Avanços em acordos comerciais estratégicos
Apesar do ambiente mais protecionista, 2025 também foi marcado por avanços relevantes em acordos comerciais. Destacam-se as negociações entre União Europeia e Mercosul, além de tratados bilaterais voltados à facilitação do comércio, redução de barreiras tarifárias e harmonização regulatória.
Esses acordos reforçaram o papel do Comércio Exterior como ferramenta geopolítica e de competitividade econômica.
Logística global sob pressão climática
Eventos climáticos extremos tiveram impacto direto na logística internacional ao longo do ano. Nevascas severas nos Estados Unidos, secas prolongadas afetando hidrovias e tempestades em rotas marítimas estratégicas provocaram atrasos, cancelamentos de voos, congestionamentos portuários e aumento de custos.
O cenário reforçou a importância da gestão de riscos logísticos, do planejamento de rotas alternativas e da diversificação de modais.
Digitalização e compliance ganham protagonismo
A digitalização avançou de forma consistente em 2025. Processos aduaneiros mais integrados, uso ampliado de documentos eletrônicos, automação de compliance e maior rastreabilidade das cargas tornaram-se diferenciais competitivos.
Paralelamente, cresceu a exigência por conformidade regulatória, sustentabilidade e governança, especialmente em operações envolvendo grandes cadeias globais e mercados regulados.
Sustentabilidade como fator decisivo no Comércio Exterior
A pauta ESG consolidou-se como elemento central no comércio internacional. Incentivos a navios verdes, metas de redução de emissões e exigências ambientais mais rígidas passaram a influenciar decisões logísticas e comerciais.
Empresas alinhadas a práticas sustentáveis ganharam acesso facilitado a determinados mercados, linhas de financiamento e benefícios tarifários.
Brasil: oportunidades e desafios no cenário global
Para o Brasil, 2025 foi um ano de desafios, mas também de oportunidades. O país ampliou sua presença em mercados estratégicos, especialmente em commodities energéticas, agrícolas e minerais, ao mesmo tempo em que buscou avançar na exportação de produtos de maior valor agregado.
O fortalecimento das relações comerciais com a Ásia, a diversificação de destinos e a modernização da infraestrutura logística foram temas centrais na agenda do Comércio Exterior brasileiro.