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Nevasca nos EUA provoca maior onda de cancelamentos de vôos

Nevasca nos EUA provoca maior onda de cancelamentos de vôos

Uma forte nevasca que atinge grande parte dos Estados Unidos já é responsável pelo maior volume de cancelamentos de vôos desde o início da pandemia da COVID-19, segundo dados divulgados neste fim de semana. Desde o começo da tempestade de gelo, mais de 17 mil voos foram cancelados em todo o país.

Dia 25 de janeiro marcou o ponto mais crítico da crise, sendo considerado o pior dia para a aviação norte-americana desde 2020, quando as restrições sanitárias paralisaram o transporte aéreo global.

De acordo com meteorologistas, o fenômeno climático está entre os episódios de inverno mais severos das últimas duas décadas, com nevascas intensas, acúmulo significativo de gelo e temperaturas extremamente baixas. O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) classificou os impactos como “catastróficos” em diversas regiões.

Voos internacionais também são afetados

A crise não se limitou às rotas domésticas. Cerca de um terço dos vôos internacionais com destino aos Estados Unidos foi cancelado no domingo, afetando conexões com a Europa, América Latina e Ásia, além de gerar atrasos e remarcações em cadeias logísticas globais.

O alerta meteorológico permanece ativo. Até o momento, aproximadamente 2.500 vôos adicionais já foram cancelados, indicando que os impactos ainda devem se estender ao longo dos próximos dias.

Aeroportos operam com paralisação quase total

Os principais hubs aéreos do país registraram interrupções generalizadas. Aeroportos estratégicos como LaGuardia, JFK, Newark e Filadélfia tiveram mais de 80% de seus voos cancelados. Em Nova York e Washington, o índice de cancelamentos ultrapassou 90% das operações programadas.

Além do impacto no transporte aéreo, a tempestade também comprometeu a infraestrutura urbana. Mais de 840 mil interrupções no fornecimento de energia elétrica foram registradas, levando governadores de pelo menos 20 estados, além do Distrito de Columbia, a decretarem estado de emergência.

Impactos logísticos e atenção redobrada

O cenário acende um alerta para empresas que dependem do transporte aéreo internacional, especialmente nos segmentos de carga urgente, farmacêutica, perecíveis e comércio exterior. Especialistas recomendam monitoramento constante das operações, revisão de prazos e comunicação ativa com parceiros logísticos, enquanto persistirem as condições climáticas adversas.

A expectativa é de que a normalização do sistema aéreo ocorra de forma gradual, à medida que as condições meteorológicas melhorem e os aeroportos consigam retomar suas operações com segurança.