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Gverno busca solução urgente antes da nova tarifa para exportação de perecíveis aos EUA

Gverno busca solução urgente antes da nova tarifa para exportação de perecíveis aos EUA

Sobretaxa de 50% anunciada pelos Estados Unidos ameaça exportações de manga, carne bovina e outros produtos perecíveis brasileiros.

A exportação de perecíveis do Brasil para os Estados Unidos está em situação crítica. A nova tarifa de 50% anunciada pelo governo americano deve entrar em vigor em 1º de agosto de 2025, colocando em risco embarques já realizados e contratos firmados com importadores norte-americanos. O governo brasileiro, por meio do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificou a questão como “urgente” e busca alternativas diplomáticas para evitar prejuízos bilionários ao agronegócio.

Setor de frutas teme colapso com início da safra de manga

A manga brasileira, fruta de destaque nas exportações para os EUA, é uma das mais afetadas pela mudança. A colheita da safra 2025 começa exatamente no dia 1º de agosto, coincidindo com o início da tarifa. Já existem 1.500 contêineres reservados para a exportação da fruta, com a logística fechada e contratos assinados com redes varejistas norte-americanas.

Exportação de carne bovina brasileira também é impactada

A carne bovina brasileira é outro produto gravemente afetado. Os frigoríficos brasileiros já interromperam a produção destinada aos EUA. Estima-se que 30 mil toneladas de carne estejam prontas para exportação, mas podem ser barradas ou taxadas ao chegar aos portos norte-americanos.

Cargas já embarcadas podem ser tarifadas

Com o tempo médio de trânsito de navios entre Brasil e EUA girando em torno de 30 dias, o temor é que até mesmo os produtos já embarcados sejam tarifados retroativamente ao chegarem aos portos norte-americanos após a entrada em vigor da nova medida.

EUA também podem ser prejudicados

A nova tarifa pode impactar também os consumidores americanos. O país enfrenta inflação recorde na carne bovina, reflexo da menor oferta no mercado interno. O preço do boi nos EUA está o dobro do valor praticado no Brasil, o que vinha impulsionando as importações de carne brasileira, considerada a mais barata entre os fornecedores internacionais.

Vale lembrar que a Austrália é o principal fornecedor de carne bovina aos EUA, mas atua no varejo. Já o Brasil abastece a indústria alimentícia norte-americana, sendo um parceiro estratégico.