BRICS: Brasil assume liderança e abre caminho para novas parcerias econômicas e tecnológicas

Assumindo a presidência do BRICS desde janeiro deste ano, o Brasil reforça seu compromisso em fortalecer sua atuação como protagonista na construção de uma nova ordem multipolar. A posição do Governo Federal, conforme divulgado oficialmente, combina pragmatismo político e visão estratégica, com o objetivo de consolidar o país como um dos principais articuladores do bloco, ampliando oportunidades de investimentos, cooperação tecnológica e desenvolvimento industrial.
Os países do BRICS, junto com os novos membros, representam uma agenda estratégica para o Brasil, pois há um enorme potencial para parcerias comerciais, tecnológicas e industriais que podem impulsionar a inovação e a competitividade brasileira em escala global.
Rússia: Expansão Comercial e Parcerias em Infraestrutura
A Rússia, uma das maiores potências em recursos naturais e setor energético, oferece ao Brasil oportunidades de cooperação em infraestrutura, agronegócio e obras públicas. A Apex Brasil identificou muitas oportunidades comerciais naquele mercado, com destaque para máquinas e equipamentos de transporte, alimentos (carnes, farelo de soja, frutas), celulose e produtos químicos como medicamentos e polímeros de etileno. A cidade de Moscou, em particular, tem se mostrado promissora para projetos em infraestrutura urbana.
Índia: Hub Global de Tecnologia e Mercado em Expansão
Com um crescimento econômico acelerado e sendo a quinta maior economia do mundo, a Índia se destaca como um centro global de tecnologia da informação, inteligência artificial e big data. Para o Brasil, isso representa oportunidades em cooperação tecnológica, startups e energias renováveis. O país asiático também investe fortemente em infraestrutura, com grandes projetos em rodovias, ferrovias e aeroportos. Além disso, o setor farmacêutico indiano, referência em medicamentos genéricos e vacinas, oferece espaço para colaborações bilaterais.
China: Inovação, Energia Limpa e Veículos Elétricos
Principal parceiro comercial do Brasil, a China continua sendo um dos mercados mais estratégicos para investimentos e parcerias. Com foco em inovação tecnológica, biotecnologia, saúde e energias renováveis, o país asiático investe fortemente em veículos elétricos (EVs) e infraestrutura energética. A liderança chinesa em inteligência artificial e pesquisa aplicada abre espaço para o Brasil atrair investimentos em inovação e sustentabilidade.
África do Sul: Porta de Entrada para o Continente Africano
A África do Sul se destaca como hub logístico e comercial no continente africano. O Brasil enxerga oportunidades em setores como mineração, agricultura, energias renováveis e automotivo. Produtos brasileiros como café, carne e frango já têm boa aceitação no país africano, e há grande demanda em áreas como construção civil, máquinas agrícolas, autopeças e móveis.
Novos Membros do BRICS: Ampliação das Oportunidades Globais
Com a recente expansão do BRICS, o bloco passa a contar com novos países membros: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Essa ampliação gera novas rotas comerciais e oportunidades estratégicas para empresas brasileiras:
- Arábia Saudita: Projetos de energia renovável e infraestrutura conectados ao Vision 2030.
- Egito: Expansão logística com o Canal de Suez e investimentos em construção civil.
- Emirados Árabes Unidos: Tecnologias emergentes em smart cities, IA, fintechs e posição como hub de negócios globais.
- Etiópia: Potencial industrial no setor têxtil e de confecções.
- Irã: Oportunidades em petróleo, gás e infraestrutura energética.
- Indonésia: País com mercado em expansão e forte demanda por alimentos, energia e tecnologia.
Brasil no Centro das Decisões Estratégicas
O protagonismo do Brasil na presidência do BRICS em 2024 fortalece sua posição no cenário internacional, especialmente como facilitador de acordos comerciais e de cooperação tecnológica entre países em desenvolvimento. Para empresas brasileiras, isso significa acesso ampliado a novos mercados, parcerias estratégicas e oportunidades de internacionalização.